Analise de uns dos maiores jogos da historia


Em um momento em que os lançamentos para a geração atual de consoles são constituídos em sua maioria por sequências de títulos consagrados, Dishonored surge como uma verdadeira rajada de ar fresco. Apresentando um universo completamente inédito, o game tem como cenário principal a cidade fictícia de Dunwall, um local em que as ruas infectadas pela praga são tão podres quanto os políticos responsáveis por sua administração.Você assume o papel de Corvo Attano, ex-protetor do reino que é acusado de traição após ter falhado em defender a imperatriz de um ataque perpetuado por traidores. Ajudado por rebeldes e uma entidade misteriosa, o herói parte em busca de vingança, perpetuando uma série de assassinatos que tentam reestabelecer a antiga dinastia.
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Apresentando uma mistura de ação, furtividade e até mesmo estratégia, o game chegou aos PCs e consoles no dia 9 de outubro deste ano. O BJ passou algumas horas com o título e traz para você uma análise completa do mais novo projeto desenvolvido pelo Arkane Studios.
Liberdade
Ao contrário de outros títulos com a designação AAA lançados recentemente, Dishonored é uma experiência marcada pela liberdade de escolha. Fora a área inicial do título, todos os demais mapas apresentam diversos caminhos alternativos responsáveis por propiciar diferentes maneiras de lidar com o objetivo proposto ao protagonista.
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Exemplo disso é a primeira missão do game, em que você deve matar um alto membro do clero. Desde o momento em que você é jogado no mapa, fica clara a indicação do caminho que você deve seguir para chegar até seu alvo — porém, em nenhum momento o jogador é forçado a tomá-la imediatamente.
Em vez de simplesmente eliminar o político, você pode explorar o ambiente e descobrir bilhetes deixados por membros de famílias arrasadas pela praga ou missões secundárias que rendem frutos bastante interessantes, incluindo melhorias para suas habilidades e armamentos. Em geral, se infiltrar em uma destilaria e infectar depósitos de vinho com veneno se mostra uma atividade tão ou mais desafiante e divertida do que entrar em um palácio cercado por guardas.
Sistema de caos
Assim como em games como Deus EX: Human Revolution (do qual Dishonored tira muitas influências), você pode optar por agir ou não de maneira letal durante os combates. Caso opte pelo caminho passivo, é possível enforcar inimigos e deixá-los inconscientes ou usar dardos paralisantes para tirá-los do caminho.
Já quem gosta de mais violência tem à sua disposição armas de fogo, armadilhas capazes de fatiar uma pessoa em segundos, granadas e a lâmina afiada manejada por Corvo. Apesar de o jogo claramente priorizar comportamentos mais discretos, quem gosta de partir diretamente para o combate também conseguirá atingir seus objetivos, mesmo que tenha que sofrer mais para isso.
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A parte inteligente desse sistema é que, quanto mais violento você for, maior o nível de caos que se espalha pelas ruas. Políticos cientes de que seus parceiros estão sendo mortos violentamente vão empregar um número maior de seguranças, e as notícias de que um assassino mascarado está sendo avistado pelas ruas faz com que a população entre em pânico e comece a agir de maneira mais irracional.
As habilidades do personagem também refletem esses diferentes tipos de aproximação: enquanto jogadores mais furtivos podem optar por se teleportar e ver através de paredes, quem for mais agressivo tem a possibilidade de criar verdadeiras tempestades de vento ou invocar um exército de ratos assassinos. Para tornar tudo mais divertido, você pode voltar a fases anteriores a qualquer momento na tentativa de encarar desafios de maneira diferente.
Estilo de arte impressionante
Assim que você entra no universo de Dishonored, a primeira impressão é a de que fomos lançados em uma versão alternativa do mundo de BioShock. Felizmente, apesar da similaridade entre os dois títulos, o game da Arkane Studios consegue ter personalidade própria, apresentando um mundo decadente em que robôs gigantes convivem pacificamente com carabinas antigas.
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O que é mais surpreendente não é exatamente o visual dos personagens, que parecem ter sido retirados diretamente da era vitoriana, mas sim os ambientes em geral. A cidade de Dunwall realmente parece um local que foi vítima de uma praga, algo que fica evidente em suas ruas cheias de cadáveres e de casas caindo aos pedaços.
Outro aspecto que chama a atenção é a maneira como as cores são utilizadas para dar vida ao ambiente do jogo. A impressão que fica é a de que os modelos dos personagens e ambientes foram pintados como aquarelas, algo que faz com que o título se destaque em um meio cada vez mais marcado por games que usam uma mistura de marrom e cinza na tentativa de construir universos mais realistas.
Duração apropriada
Jogadores dedicados que decidirem partir com tudo para cima dos inimigos poderão terminar Dishonored em questão de seis horas. Porém, caso você prefira explorar atentamente cada cenário e atuar de forma mais furtiva, esse valor pode dobrar ou até mesmo triplicar.
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Essa disparidade se deve ao fato de que, cientes dos diferentes tipos de jogadores que existem, a Arkane Studios criou um título versátil que não se prolonga desnecessariamente em nenhum momento. Quando você chega ao final da aventura, a sensação que fica é a de que ela durou exatamente o que necessário, algo raro de presenciar atualmente.
Apesar de não existir um modo multiplayer, quem termina o game ainda tem muito a fazer. Todas as fases podem ser exploradas com os poderes que Corvo acumulou durante sua jornada, o que permite tentar completá-las de maneira totalmente silenciosa e coletando todos os itens secretos existentes no cenário — caso você queira um desafio maior, é possível ajustar a dificuldade do título a qualquer momento.
Mas infelismente nem todos os games são perfeitos sempre tem um erro
Pequenos tropeços gráficos
Quem está acostumado com títulos como Battlefield 3 e Call of Duty: Black Ops 2 pode achar que Dishonored é um jogo com um visual antigo para o gênero de primeira pessoa. Isso se deve ao fato de que, apesar de ele ter uma direção de arte primorosa, fica evidente que a Unreal Engine 3 já não é mais a opção mais poderosa da indústria.
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Entre os defeitos notados pela equipe do Baixaki Jogos está o uso de texturas em baixa resolução, além da presença de modelos de personagens que parecem bastante estranhos com suas mãos gigantes. O fato de muitos serem exatamente idênticos entre si também faz com que a imersão na aventura seja diminuída em vários minutos, fazendo você lembrar de que não é Corvo, mas sim alguém jogando um game sentado em frente à uma televisão ou monitor.
História com pontas soltas
Embora em geral a história de Dishonored seja bem conduzida e renda um final satisfatório, não é possível deixar de notar algumas pontas soltas nela. Exemplo disso é a figura misteriosa que dá os poderes a Corvo, cujas origens e propósitos nunca ficam realmente claros. Em um universo tão rico quanto o criado pela Arkane Studios, esses conflitos não resolvidos acabam soando como mera falta de cuidado dos desenvolvedores.
Controles complicados no PC
Assim como outros games desenvolvidos para a geração atual de consoles, Dishonored sofre alguns problemas em sua transição para o PC. Apesar de não ser exatamente impossível de ser dominada, a configuração-padrão de teclas adotada pelo título não é exatamente intuitiva, fazendo com que você se perca muitas vezes para realizar alguma ação.
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O mesmo problema não foi sentido quando um controle do Xbox 360 foi conectado à máquina, já que, nesse caso, o mapeamento de botões se mostrou bastante confortável. Dessa forma, caso o computador seja sua plataforma preferencial, recomendamos o uso de um joystick auxiliar ou que você passe algum tempo ajustando a configuração do título às suas preferências pessoais.

Mais eis a pergunta, vale a pena JOGAR ? , Sim ! sim! vale muito a pena jogar esse jogo
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Claro, o game não é exatamente perfeito, como bem comprovam os gráficos um tanto quanto antiquados, que em muitos momentos apresentam modelos de personagens com animações simplificadas e texturas em baixa resolução. Porém, isso não chega a ser exatamente um problema, já que esses defeitos podem ser ignorados facilmente.
Todas as qualidades apresentadas por Dishonored fazem com que ele seja um jogo bastante memorável e que com certeza vai ser lembrado nas eleições para o melhor lançamento de 2012. Depois dele, o Arkane Studios finalmente deve ter o lugar que merece entre os nomes que se destacam na indústria.

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