God of War IV Oficial


Ao longo dos anos, os fãs da franquia God of War têm acompanhado Kratos em uma jornada sangrenta e amaldiçoada. Em busca de vingança, o Deus da Guerra assassinou todos os deuses do Olimpo e terminou sua saga de forma ambígua, entre a vida e a morte. Muitos pensavam que não havia mais para onde ir e questionavam como a franquia seguiria em frente a partir daí, se é que seguiria.
Contrariando todas as expectativas, a Sony anunciou God of War: Ascension, um retorno às origens da trama e um olhar mais profundo nas motivações do anti-herói. Em outras prévias aqui do BJ, já falamos sobre o modo multiplayer e todas as novidades do novo título. Para os produtores do game, porém, a grande inovação do próximo título é a criação de um Kratos mais próximo dos jogadores, mostrando que há muita coisa sob os litros de sangue derramado.
Kratos Begins
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Antes de mais nada, é importante resumir a história para aqueles que não são iniciados na franquia. Em God of War: Ascension, vamos conhecer as origens da vingança de Kratos contra os deuses do Olimpo, após uma traição de Ares que levou o personagem a assassinar a própria família. O pacto foi feito quando o protagonista ainda era um comandante espartano, sedento por poder e enfrentando a derrota após combate contra um exército de bárbaros.
Kratos veste, literalmente, as cinzas de sua esposa e filho assassinados como uma lembrança constante do mal que ele causou ao mundo. Segundo o diretor de design do game, David Hewitt, esse será um dos pontos principais da trama de God of War: Ascension, que mostrará um protagonista mais vulnerável perante seus inimigos e ainda aprendendo a lidar com seus atos e poderes. Basicamente, construindo a vingança que, mais tarde, massacraria o Olimpo.
Essa construção se dará por meio de elementos presentes na mecânica do jogo. Em vez de fincar suas armas nas montanhas para escalar, por exemplo, Kratos tentará subir usando as próprias mãos e pés, tornando a jornada muito mais difícil. O personagem também sofrerá mais durante as cenas e passará por momentos realmente “perturbadores”, que moldarão sua personalidade futura.
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O diretor do título, Todd Papy, frisa que ainda veremos o Kratos brutal e destruidor de sempre, só que desta vez ele ainda estará tentando desfazer o pacto que o amaldiçoou. As coisas, porém, não caminham tão bem assim e, segundo ele, o assassinato de sua família foi apenas o início dos problemas para o protagonista de God of War: Ascension.
Existem limites
Nada disso, porém, significa que Kratos será menos brutal. Pelo contrário. Papy garante que o Deus da Guerra continuará cruel e violento como sempre, mas, desta vez, terá um tempero emocional em todo o combate. Hewitt também concorda com essa afirmação e diz que um dos pontos principais de Ascension é mostrar o protagonista como alguém que não gosta do que está fazendo.
Um dos principais cuidados tomados pela Sony Santa Monica no desenvolvimento de God of War: Ascension foi evitar a glorificação da violência. Para obter isso, a equipe seguiu um conjunto de regras bem claras para evitar que Kratos parecesse estar gostando  ou aprovando aquilo que é obrigado a fazer.
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Uma questão foi absoluta para o time: a violência contra a mulher. Hewitt afirma que o assunto chegou a ser mencionado como parte do game e, mais de uma vez, a Sony Santa Monica preferiu não entrar nesse mérito. Quando o assunto é abordado, isso é feito de forma muito cuidadosa para não passar a impressão errada.
Mesmo com todas essas mudanças na abordagem e personalidade de Kratos, o diretor do game faz questão de afirmar que God of War: Ascension não é um reboot da franquia, e sim apenas um prelúdio. O game é exclusivo do PlayStation 3 e chega ao mercado em 12 de março de 2013.

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